Foto: Jacson Miguel Stülp

A Câmara de Vereadores realizou uma sessão solene na noite desta segunda-feira, dia 4, para prestar uma homenagem para diretores, professores, funcionários e alunos da Escola Murilo Braga de Carvalho. A proposta foi do vereador Raul Fritsch (Republicanos).

História

A criação das escolas Normais Rurais no Estado do Rio Grande do Sul foi pelo Decreto de nº 2.627 do dia 15 de 1951. A Escola Murilo Braga de Carvalho recebeu uma área de 47,5 hectares Prefeitura de Santa Cruz do Sul, onde funcionava o Campo Experimental de Fumo, pertencente à mesma esta área, localizada na Entrada Rio Pardinho, onde passaria a funcionar a Escola Normal Rural Prof. Murilo Braga de Carvalho.

A Escola Normal Rural deu início as suas atividades, no dia 20 de junho de 1952. Em 16 de julho deste ano foi oficializado o nome da escola, pelo decreto de nº 3.075. O primeiro diretor desta escola foi Dionário Bereta Lopes e, o segundo, José Ferrugem. A escola tinha como objetivo a formação de Professores Primários Rurais, para atuarem nas escolas estaduais do Estado no meio rural.

Ela era mantida pelo Governo do Estado, com ensino gratuito e todo o corpo docente tinha a formação superior. A escola era freqüentada por alunos do sexo masculino e feminino, com a idade mínima de 14 anos. Para ingresso, os estudantes passavam por uma seleção através de provas escritas, conhecido por exame de admissão, com preferência para alunos do meio rural. Os alunos do sexo masculino permaneciam na referida escola no regime de internato. E as alunas permaneciam durante o dia no educandário, no regime de semi-internato.

As aulas ocorriam no turno integral, com aulas teóricas na parte da manhã e aulas práticas à tarde, nas disciplinas de zootecnia, fruticultura, horticultura, jardinocultura e técnicas domésticas. Os próprios alunos, com o auxilio dos funcionários dos setores agrícolas, realizavam o plantio e colheita os produtos para o seu próprio sustento.

Após seis anos da Escola Normal Rural foi criada a Escola Primária Rural, anexa à Normal Rural, Prof. Murilo Braga de Carvalho, através do decreto nº 3.714, em 11 de fevereiro de 1958, com as séries de 1º a 4º primários. A meta era dar prática didática – estágio – aos alunos da Escola Normal Rural.

Importância

A Escola Normal Rural Prof. Murilo Braga de Carvalho foi muito importante na formação de profissionais de vários municípios do Estado. Isso porque a transmitiu às crianças do meio rural os conhecimentos adquiridos, na condição de professor. Passaram pelo educandário, no Curso Normal e Rural, em 28 anos de existência, mais de 2 mil alunos. A última turma de formandos ocorreu em 1974. O curso foi extinto em setembro de 1980, continuando depois como Ensino Fundamental. A escola Primária Rural foi extinta  em 24 de dezembro de 1981.

Após ser desativado o curso Normal Rural, foi criado um curso fundamental de 1ª a 8ª série, passando a chamar-se Escola Estadual de 1º Grau Prof. Murilo Braga de Carvalho, com o mesmo sistema de internato, masculino e semi-internato feminino. A desativação ocorreu em 25 de janeiro de 2006.

Em 30 de janeiro de 1974 foi criado o curso de Formação e Aperfeiçoamento de Professores, com cursos supletivos, de ensino de 2ª grau, habilitação de docentes leigos e a portadora de Diploma de Regente de Ensino Primário. Ele era constituído de três turmas de 40 alunos, somando um total de 120 alunos.

A Escola Estadual Prof. Murilo Braga de Carvalho fez parte da rede da educação do Estado Rio Grande do Sul por 55 anos, deixando de integrar a sistema Estadual de Ensino em 30 de outubro de 2009. Toda a documentação pertencente à escola ficou arquivada na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor José Wilke, situada na Rua São José, nº 103, bairro Avenida.

Comissão dos Amigos Murileiros: Coordenadora, Maria Cloci Ferreira; Vice- coordenador, Antônio Rocha. Demais integrantes: Laerte Luiz de Moraes, Andre Kist, Anísia Kist, Neli Borba de Oliveira, Claudete Aurélia Lüdtke Camargo, Ivo Oscar Kaempf, Mirian Weigel, Nicolau Quevedo Fernandes e Ivety Weiss

Os homenageados

Diretores: Dionário Bereta Lopes, José Ferrugem, Airvilton Capaverde, Melchior Rosso, Teresinha de Lima Rosa, Antônio Cândido Gonçalves Gutteres, Adilo Selli

Professores: Ruth Kopp, Ilma Manoela Sasi, Valmi Knak, Clarice Tornquist, Maria Cloci Ferreira, Rejane Grüendling, Ivone Kirst, Mercedes Ramos, Nilvia Rejane  Koch, Teresinha de Lima Rosa, Flávia Rosso, Maria Cloci Ferreira, Marla Hansen, Gardenia Quadros Goettert, Zilá Hoelz, Eliana Thomé, Samuel Pinto Cortez, Airvilton Capaverde, Harry Edgar Menchen, Luthi Schwengber, Ana Emereciana Capaverde, Lauro Tornquist, Alceu de Jesus Ferreira.

Funcionários : Lorena Morh Schimidt, Laura Fritsch, Loreni Schwengber, Paulo Landskron, Guido Fritsch, Alfredo Herbert, Marcelino dos Santos, Ilma dos Santos, Arnildo Hoelzel, João Pedro dos Santos, Arlindo Metzer, Adão Elesbão, Rudi Schwengber, Leonora Maria Schwengber

Aluno mais velho: Ivo Kaempf, de 88 anos

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