As perdas na agricultura serão maiores do que na safra passada caso não ocorra a normalização das chuvas ainda em janeiro. O alerta foi dado por produtores durante reunião em Rio Pardo, nesta quarta-feira (6), que tratou sobre os prejuízos causados pela estiagem ao agronegócio e a falta de água para o consumo humano em comunidades da região.

O encontro ocorreu na prefeitura e contou com a presença de lideranças regionais. Dentre elas, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, deputado Edson Brum, o prefeito Edivilson Brum; o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, os secretários Claudio Rosa (Agricultura de Pantano Grande) e Ramiro Pereira Rego (Desenvolvimento Rural de Rio Pardo); os presidentes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo, José Menezes, e do Sindicato Rural, Luiz Henrique Lau; a presidente da Câmara de Vereadores de Rio Pardo, Nathália Wunderlich; vereadores, produtores e representantes do Irga, Corpo de Bombeiros, Emater, entre outros.

“Pelos relatos que ouvimos ficou evidente a gravidade da situação enfrentada pelo setor agrícola, que já amarga prejuízos significativos nesta safra e ainda não havia se recuperado dos danos causados pela seca do início do ano passado”, lamentou o deputado Edson Brum.

O parlamentar criticou também a falta de uma política contínua no Rio Grande do Sul para tratar o problema de forma preventiva. “Precisamos derrubar as barreiras que impossibilitam a implantação de programas de irrigação no Estado e buscar recursos que as viabilizem. Em 2020, conseguimos R$ 55 milhões para a perfuração de poços artesianos e abertura de açudes, mas esbarramos na burocracia e até agora as obras não iniciaram em grande parte dos municípios. Isso é inaceitável”, criticou.

Marcelo Fortes, que liderou o movimento que elaborou a Carta de Pantano Grande no ano passado, falou em nome dos demais produtores. O documento com demandas e dados sobre a seca foi entregue à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O resultado foram as medidas econômicas aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), como a prorrogação de dívidas de custeio e investimento e a criação de linhas de crédito emergenciais para agricultores e cooperativas.

Foto: Igor Flamel

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