Foto: Divulgação/MP-RS

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) deflagrou operação contra grupo criminoso envolvido em lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no Vale do Sinos. Donos de cinco empresas, os oito investigados utilizavam contas bancárias suspeitas e empresas para legalizar recursos ilícitos.

A investigação demandou dois anos de trabalho. Com sua fase ostensiva iniciada nessa quarta-feira (29), foram cumpridas ordens de busca e apreensão, bem como bloqueio de valores, nas cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Estância Velha e Campo Bom.

“A ofensiva tem por finalidade desarticular a organização, baseada no Vale dos Sinos e que cuja principal estratégia de legalização de valores ilícitos era o comércio de veículos”, ressalta o promotor de Justiça André Dal Molin, coordenador do Gaeco.

O roteiro dos agentes abrangeu mais de dez endereços residenciais ou comerciais. Em apenas um dos estabelecimentos – uma revenda de carros – foram recolhidos 11 veículos.

Responsável direto pela força-tarefa, o promotor Diego Pessi, acrescenta que os investigados também possuem duas revendas e uma locadora de veículos, supermercado e loja de roupas. Ele explica a relação dos fatos com o tráfico de drogas:

“O Núcleo de Lavagem de Dinheiro do Ministério Público gaúcho ofereceu denúncia, há alguns anos, contra um apenado que é um dos líderes da facção envolvida no esquema. O suspeito é investigado por traficar drogas do Paraguai para o Brasil e esteva na mira da Interpol [a Polícia Internacional], até ser preso neste ano em Novo Hamburgo”.

Com a investigação, Pessi descobriu um elo do líder da organização com empresários (alvos da operação dessa quarta-feira) no que se refere à lavagem e ocultação de capitais:

“No curso do processo, pedimos a indisponibilidade de bens e de contas bancárias, além da apreensão de materiais que interessavam à apuração. As provas disponíveis até agora indicam a existência de vínculos entre esses investigados”.

A operação, denominada “Iceberg”, contou com a participação dos também promotores Manoel Figueiredo Antunes, João Afonso Silva Beltrame e Rogério Meirelles Caldas. Os três igualmente integram o Gaeco/MP-RS.

Fonte: O Sul

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