Foto: Divulgação

Terminou sem acordo a primeira reunião de mediação entre sindicatos de professores e governo do Rio Grande do Sul para tratar sobre a retomada das aulas presenciais no Estado. O encontro foi mediado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Porto Alegre (Cejusc-POA) nesta segunda-feira, 3. Após quatro horas e meia de debate, ficou acertado que haverá uma nova sessão de mediação na quarta-feira, 5, às 14h30min.

Na reunião de hoje, a corregedora-Geral da Justiça, a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, abriu a sessão, onde a juíza Dulce Ana Oppitz, Coordenadora do Cejusc de Porto Alegre, apresentou os participantes e destacou a presença do desembargador Leoberto Brancher. As mediadoras Carla Bezzon e Eliane Artioli Hermann conduziram o trabalho.

Na primeira parte da sessão foi dado espaço para que todos se manifestassem. De acordo com a presidenta do Conselho Estadual da Educação, Márcia de Carvalho, “as autoridades sanitárias são quem podem orientar sobre a tomada de decisões na educação.”

Segundo a juíza Dulce Ana Oppitz, em casos como este, a mediação se mostra a melhor forma de resolver o conflito. “Os interesses aqui colocados são legítimos. O interesse maior é a vida e a saúde, severamente atingida nessa pandemia. Todos temem essa doença e ninguém quer encontrar o sistema de atendimento saturado.”

Para o próximo encontro as entidades poderão sugerir nomes de técnicos ligados ao tema para apresentarem as razões que embasam os pontos de vista de cada um dos envolvidos.

O Cpers Sindicato e outras entidades, como a Associação Mães e Pais pela Democracia e Sindicato dos Municipários (Simpa) ingressaram com a solicitação de medida judicial, já que as entidades entendem que o governo do Estado burlou decisão judicial da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre que suspendia as aulas no Rio Grande do Sul enquanto o Estado estivesse sob bandeira preta.

Fonte: Correio do Povo

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