Foto: Divulgação/Seapdr

“A cada ano as empresas estão investindo mais em tecnologia. Os agricultores produzem mais com as novas e modernas máquinas e implementos agrícolas. Na Expointer deste ano, o volume de negócios do setor foi o mais rentável do evento com R$ 1,4 bilhão em vendas”, destacou o presidente do Simers, Claudio Affonso Amoretti Bier ao falar sobre

“Os resultados e as perspectivas do setor de máquinas e implementos agrícolas no Rio Grande do Sul e no Brasil”, tema da 29ª edição da Lide Live, que teve como mediador o presidente do Lide RS, Eduardo Fernandez e foi transmitida de forma virtual, nesta quinta-feira, 16, pelo Grupo de Líderes Empresariais.

De acordo com Bier, a Expointer contou com a presença de 85 empresas que garantiram o sucesso da feira. Ele destacou que muitos empresários e agricultores do setor estavam com medo de participar do evento devido à pandemia. “Confesso que não esperava. Foi a Expointer da retomada, superação e recuperação. Foi um uma surpresa muito boa”, ressaltou, lembrando que o agronegócio é o motor do desenvolvimento do Estado e do País. “O sucesso de vendas das máquinas e implementos demonstra que os produtos fabricados no Rio Grande do Sul são de extrema qualidade e podem ser encontrados em diversos países”, enfatizou.

Ele destacou que todo o agricultor precisa de um trator, colheitadeira, plantadeira, pulverizador e um sistema de irrigação. Segundo ele, estas máquinas são as puxadoras de negócios. “Estamos produzindo mais com as novas máquinas. O agricultor já se deu conta que trocar uma máquina antiga por uma nova é um bom negócio.O agro puxa o Brasil para cima, com um bom preço de commodities e boas safras”, afirmou.

O presidente do Simers Claudio Bier lembrou, ainda, que o setor vive um momento de alta demanda devido a duas supersafras com bons preços, e tem sido muito importante para o crescimento do setor no Estado e no Brasil. “Somos responsáveis pela fabricação de 62% de todas as máquinas e implementos agrícolas produzidos no país. Hoje somos também o único sindicato metal mecânico que é maior do que o de São Paulo”, afirmou. Ele destacou que a China ainda é o principal consumidor dos produtos, mas que tem buscado mercados alternativos. “Temos desbravados outros mercados e possibilidades de negócio, como o Vietnã, por exemplo, que hoje já é um grande exportador de tecidos”, revelou Bier.

“O setor do agronegócio não parou durante a pandemia. Conseguimos mostrar ao governo que nossas indústrias já usavam máscara e todos os equipamentos de proteção individual (EPIs)”, afirmou presidente do Simers Claudio Bier, ao falar sobre as atividades da área de Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas durante a crise sanitária no país. Ele revelou também que o único problema sério que afetou o setor no período foi a alta do preço do aço, mas que voltou à normalidade do fornecimento, após negociação de valores.

Ao falar sobre as linhas de crédito para o setor de máquinas e implementos agrícolas, Claudio Bier lembrou que os bancos oferecem linhas com juro competitivo (além do Plano Safra). “O setor hoje não é mais refém do dinheiro subsidiado que vinha de Brasília”, afirmou. O presidente do Simers lembrou ainda, que o desenvolvimento do setor tem o reconhecimento da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina e do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes Freitas, mas destacou que a política não tem influenciado muito nas atividades. “Os dois são craques e fazem um excelente trabalho, mas não temos tido grandes problemas com a venda dos nossos produtos”, afirmou Claudio Bier, que disse também que o setor não depende muito do Estado do RS. “Temos um bom diálogo com o governador Eduardo Leite, que está recuperando as finanças e fazendo privatizações”, destacou.

Fonte: Correio do Povo

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