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Em Porto Alegre, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher ouviu, nos últimos dias, mais de 40 mulheres na investigação contra o médico Klaus Brodbeck, suspeito de abusar sexualmente de pacientes em consultas na Capital. A quantidade de vítimas que procuraram a unidade, no entanto, já passa de uma centena. Todas serão ouvidas pela polícia.

A Polícia Civil tenta concluir o inquérito até a próxima segunda-feira (26), prazo limite em que fecham os 10 dias desde a prisão do suspeito, ocorrida na última sexta, em Gramado, na Serra. Não está descartado o pedido de prorrogação do prazo à Justiça.

Denúncias seguem chegando através dos canais de atendimento da polícia. Até mesmo as redes sociais da delegada estão sendo procuradas por mulheres. Há vítimas em outros Estados brasileiros que estão sendo orientadas a registrar os fatos nas delegacias próximas e prestando depoimento em outras cidades.

A polícia deve separar a investigação em vários inquéritos, com casos individualizados de vítimas ou em grupos de até três. O objetivo é facilitar o andamento futuro de eventuais processos na Justiça contra o cirurgião plástico.

A investigação policial iniciou após relato de 12 vítimas, culminando, na última terça-feira (13), em operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e na clínica do suspeito. Após a ação ser divulgada, o número de denúncias cresceu rapidamente.

Devido ao alto número de relatos, a delegacia chegou a pedir reforço no número de agentes para dar conta da demanda. Mais três policiais do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis se somarão, a partir desta quarta-feira (21), à equipe na força-tarefa montada para o caso Klaus.

 

Fonte: GZH

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