Foto: Leandro Boldrini/Reprodução

O médico Leandro Boldrini, condenado a 31 anos e oito meses de prisão pela morte do filho de 11 anos, Bernardo Uglione Boldrini, foi absolvido no julgamento do processo disciplinar que corria no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) nessa quarta-feira (29), em Porto Alegre. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de Boldrini, Ezequiel Vetoretti. O Cremers afirmou que o processo corre em sigilo e que, por isso, não haverá manifestação sobre o caso.

Vetoretti afirma que a absolvição aconteceu por unanimidade. “A defesa de Leandro Boldrini esperava muito tempo por esse julgamento e tinha plena confiança na absolvição. Não podemos passar detalhes do julgamento porque o processo junto ao Cremers tramita em sigilo”, declarou o advogado em nota assinada em conjunto com Rodrigo Vares.

Leandro Boldrini está detido no Presídio Regional de Santa Maria desde o dia 7 de novembro. Em julho, ele havia sido beneficiado pelo uso de tornozeleira eletrônica, em razão da falta de vagas no sistema prisional, mas retornou ao presídio depois da decisão da 3ª Câmara Criminal que determinou a retirada da tornozeleira eletrônica e o recolhimento do médico em prisão de regime semiaberto.

Relembre o caso

Bernardo Uglione Boldrini foi morto em abril de 2014, aos 11 anos, após receber uma superdosagem de sedativo. Além de Leandro Boldrini, foram condenados pelo crime a madrasta do menino, uma amiga dela e o irmão da amiga. Todos foram condenados por homicídio em 2019. No entanto, a sentença de Leandro, considerado mentor do assassinato pelo Ministério Público, foi anulada pelo Tribunal de Justiça em 2021.

Em março deste ano, Leandro Boldrini foi condenado a 31 anos e oito meses de prisão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e falsidade ideológica. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

Preso desde 2014, ele atingiu o requisito de tempo previsto para passar do regime fechado para o semiaberto. Ele cumpriu dois quintos da pena, por isso, alcançou o direito à progressão, já que trabalhou desde o início. Boldrini atuava na cozinha do presídio em que estava.

Em julho, ele foi beneficiado pelo uso de tornozeleira eletrônica em razão da falta de vagas no sistema prisional. Conforme a juíza responsável pela decisão, a medida acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em setembro, ele passou a cumprir a pena em Santa Maria, ainda com a tornozeleira. O processo foi redistribuído da 1ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre para a Vara de Execução Criminal Regional de Santa Maria. Com a mudança de endereço, o novo órgão ficou responsável por dar sequência ao cumprimento das condições até então fixadas.

Em novembro, Boldrini retornou ao Presídio Regional de Santa Maria para cumprir a pena. A 3ª Câmara Criminal determinou a retirada da tornozeleira eletrônica e o recolhimento do médico em prisão de regime semiaberto. De acordo com o Tribunal de Justiça, Boldrini se apresentou espontaneamente na cadeia.

Fonte: GZH

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