Foto: Divulgação

O maior evento interclubes da América Latina ocorreu entre os dias 22 a 25 de junho, no Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O XLI Troféu Brasil de Atletismo reuniu 778 atletas de 120 clubes de 21 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Nossa região esteve representada pela atleta da AMO/Miller/Certel/Languiru/Saint Gallen Jaqueline Beatriz Weber, que disputou as provas de meio-fundo, 800 metros e 1500 metros. Jaque, que há pouco tempo retornou de uma turnê europeia de competições, entrou na pista com a melhor marca da temporada nos 800 metros, liderou boa parte da prova, mas acabou trazendo a prata pra casa.

“Eu queria muito esse título. Confesso que fiquei muito triste com o vice-campeonato, principalmente pela forma que a prova se desenhou. Quem me conhece e me acompanha sabe o quanto eu treinei e me dediquei para este momento. Mas por algum motivo de força maior esse título ainda não era pra ser meu”, ressalta Jaque.

Bastante frustrada a atleta teve que lidar com as emoções para retornar a pista no dia seguinte para a disputa dos 1500 metros. “Foi muito difícil colocar a cabeça no lugar, minha mente estava me boicotando a todo instante. Mal dormi aquela noite. Mas eu não seria eu, se não voltasse para escrever um novo capítulo naquela pista”, enfatiza.

Jaque então disputou a final por tempo dos 1500 metros, que foi corrida em duas baterias, pois haviam mais de 30 atletas inscritas na prova. A principal adversária no 1500m, era a atual recordista sul americana no 3.000 com obstáculos, Tatiane Silva, que por não ter corrido em 2022 a distância dos 1500m, foi colocada na série A pela arbitragem. Desta forma, mesmo Jaque tendo vencido a série B com ampla vantagem, foi vice-campeã brasileira por ter sido superada no cronômetro pela atleta Tatiane.

“Não pudemos fazer um confronto direto. O que foi uma pena tanto pelo espetáculo quanto pela possibilidade de eu correr com uma grande atleta e buscar minha melhor marca pessoal na distância. Mas eu sai da pista com uma sensação de vitória. Consegui fazer uma prova segura, e com um final de prova muito forte, fazendo os últimos 400 metros em 1min02seg”, comenta a atleta.

“Este Troféu Brasil me trouxe muito aprendizado. Tive que aprender a lidar com muitas emoções e me reestabelecer em curto espaço de tempo. Acho que estes ensinamentos devem ser levados para vida. Por isso que o esporte é tão encantador. Podem ter certeza que voltarei ainda mais forte no próximo ano”, frisa Jaque.

Jaque agora aguarda a atualização do ranking mundial na próxima quarta-feira. Ela segue líder do ranking brasileiro nos 800 metros e deve conquistar posições importantes no ranking mundial. “O principal objetivo é ano a ano escalar neste ranking. Para Tóquio 2020, finalizei o período de qualificação na posição 89°. Agora para o Mundial de Oregon, a expectativa é ficar entre as 60 melhores atletas do mundo. Para em 2024 estar entre as 48 que disputarão os Jogos Olímpicos”, finaliza.

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