A prefeita Helena Hermany participou, na manhã desta terça-feira, 16, de reunião convocada pela Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) com o diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti.

Durante o encontro, transcorrido na sede do Cisvale, os gestores esclareceram dúvidas sobre o termo aditivo que as cidades que mantêm contrato com a companhia devem, além de discussões sobre os reflexos da privatização da Corsan e suas implicações nos serviços que recebem. Também participaram da reunião representantes de Boqueirão do Leão, Encruzilhada do Sul, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Rio Pardo, Sinimbu, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.

A prefeitura de Santa Cruz do Sul ainda analisa a proposta recebida. Helena Hermany recorda que, quando prefeita em 2008, foi responsável por denunciar o contrato que o município mantinha com a Corsan, devido a problemas em sua execução. Depois de muitos anos, a prefeita considera que Santa Cruz do Sul obteve um novo contrato positivo para a cidade. Entretanto, ela cobra que as cláusulas constantes no documento sejam cumpridas à risca pela companhia.

Helena demonstrou-se simpática à proposta apresentada pelo presidente da Corsan de que a tarifa não tenha aumento real até 2027, uma forma de trazer melhorias com eficiência, sem onerar o contribuinte. Porém, a gestora municipal frisa que a administração ainda está estudando como proceder em relação à nova realidade na gestão da água e do saneamento do município, e que a Companhia precisa melhorar outros pontos do aditivo. “Ainda estamos analisando todos os detalhes do documento, porque queremos que realmente nossa comunidade fique satisfeita, e Santa Cruz do Sul seja bem assistida. É uma decisão que passa por décadas, por gerações. Por isso, a preocupação de fazer a melhor escolha”, explicou.

Conforme o representante da Corsan, o aditivo trata da adequação dos contratos vigentes ao novo marco regulatório do saneamento, estabelecido pela Lei Federal 14.026, e deve ser assinado até 31 de março de 2022. Entretanto, conforme decisão aprovada na Assembleia Legislativa em razão da privatização, aqueles que anteciparem a assinatura do aditivo até 16 de dezembro deste ano receberão como incentivo uma parcela de ações da companhia, que poderão ser vendidas ou mantidas. Barbuti, entretanto, considera que o maior benefício da adesão é a viabilização de um plano de investimentos em saneamento consistente. Ele estima que, para Santa Cruz, os recursos destinados possam chegar até R$ 500 milhões, dos quais R$ 400 milhões devem ser aplicados até 2033.

Foto: Guilherme Neuhaus

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