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O Governo do Rio Grande do Sul estuda recursos administrativos e judiciais para garantir que as aulas presenciais ocorram em todo o território gaúcho. Os caminhos judiciais que adotará ainda não estão definidos mas, segundo o governador Eduardo Leite, o Piratini irá trabalhar “com toda a força possível” para que especialmente o ensino infantil não seja interrompido.

“Não é compreensível que prefeitos admitam outras atividades e abram mão de ter as crianças cuidadas, sendo estimuladas como deveriam em escolas que estão aí pra isso”, disse ele, que definiu o ensino infantil como uma questão de saúde. “É sobre garantir alimentação, estímulos para o desenvolvimento motor e cognitivo, para que ela consiga desenvolver habilidades e competências que vão fazer dela uma criança capaz de acompanhar o ensino e receber o conteúdo e crescer em seu pleno potencial”, defendeu Leite, em videoconferência nesta terça-feira, 18.

Dentre os motivos que levaram alguns municípios a irem na contramão do calendário estadual está a preocupação com a vacinação de professores e funcionários da comunidade escolar. É o caso de Uruguaiana, que anunciou a suspensão permanente na última sexta-feira, 14. De acordo com o prefeito Ronie Mello, as 32 escolas municipais só voltarão às salas de aula após o início da imunização de trabalhadores das escolas, que não tem previsão oficial.

Durante a transmissão virtual, o governador detalhou o fluxo de trabalho do novo sistema de monitoramento da pandemia no Estado. As reuniões acontecerão todas as quartas-feiras, iniciando pelo GT Saúde e, posteriormente, do Gabinete de Crise – grupo que irá deliberar notificações quando necessário. No entanto, reuniões extraordinárias podem ser convocadas a qualquer tempo.

Leite considerou o novo modelo mais preciso do que o anterior, o de bandeiras, por permitir reuniões e alertas extraordinários, enquanto o anterior cumpria um calendário semanal de divulgações. “Agora não temos vinculação a uma data específica, mas sim uma rotina. Mas o GT saúde pode, a qualquer tempo, emitir análises para o Gabinete notificar”, explicou.

“A diferença para o antigo modelo é que saímos de uma forma matemática”, comparou o governador. “O que passamos a ter é uma análise ampla, menos engessada a fórmulas”, acrescentou, destacando que o aprendizado em mais de um ano de pandemia será levado em conta nas decisões. “A partir dessa análise, um grupo técnico começa a perceber alguma tendência e faz um encaminhamento, um alerta.”

Governo emite primeiros alertas

No início da tarde de hoje, cinco regiões gaúchas receberam os primeiros alertas do novo sistema de gestão da pandemia do coronavírus no Estado, o Sistema 3As. Os alertas emitidos representam “uma tendência grave em relação à propagação do coronavírus, pressão no sistema hospitalar tanto em leitos clínicos como de UTI”, diz texto do governo estadual.

Já a condição de “Aviso” foi destinada para outras sete regiões do Rio Grande do Sul. Isso ocorre quando é observada alguma tendência de piora e, após reunião entre os integrantes do GT Saúde, a equipe técnica regional é avisada.

Leite admite preocupação com casos em vizinhos

O governador Eduardo Leite também reconheceu a preocupação com a situação da pandemia em áreas próximas ao Rio Grande do Sul, como Paraná, Uruguai e Argentina. “O RS não é uma ilha, por mais que as fronteiras estejam fechadas”, afirmou.

Leite citou que apesar do alto índice de vacinação no Estado, que já iniciou a imunização de cerca de 25% da população total e 52% do grupo prioritário, houve registros de novas altas em países que tinham atingido índices semelhantes. O governador salientou que é necessário manter os cuidados sanitários, além da vacinação.

Fonte: Correio do Povo

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