Foto: Divulgação

Nesta semana os agricultores Saul e Adriana das Silva, juntamente com os filhos Felipe e Andrieli, conquistaram a tão sonhada aquisição de uma propriedade rural. A assinatura do contrato para a compra de uma área de terra de 11,08 hectares aconteceu na segunda-feira, 16, na sede do Banco do Brasil, em Vale do Sol.

A propriedade adquirida está localizada na comunidade de Alto Castelhano, interior do município, e contém a residência da família, galpão e estufa de fumo. Para a realização do sonho, a família contou com a assistência técnica da Emater/RS-Ascar, que encaminhou o projeto por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) ainda no ano de 2022.

A família morava na localidade de Boa Esperança, onde cultivavam algumas culturas de subsistência como olerícolas, feijão e mandioca. A principal fonte de renda era da cultura do fumo, que plantavam na forma de meeiro, morando nas propriedades em que trabalhavam. “Há alguns anos a família participou do Programa Brasil Sem Miséria. Naquela época já demostravam interesse em comprar uma área própria de terra. Então, quando o Programa de Crédito Fundiário voltou a ser executado, indicamos a eles para a aquisição de uma área que outro produtor queria vender”, lembra o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Dagoberto Soares Antunes.

Além da indicação pra participação do programa de crédito fundiário, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), conduziu todo o processo de elaboração e envio da proposta e realizada o serviço de assistência técnica junto à família via instrumento de parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O extensionista ressalta o trabalho continuado junto à família. “Agora, com a aquisição desta área, continuamos a assessora-los para a sua instalação na nova propriedade e os manejos iniciais de correção de solo, saneamento básico, proteção de fontes, implantação e manejo de pomar e da horta doméstica, encaminhamento de documentações, entre outras”, comenta.

A família está cheia de planos, como realizar investimentos na infraestrutura de produção, aquisição de animais de serviço, carroça, equipamentos e melhoria em algumas instalações e correção do solo. “O grande diferencial, para família que sempre trabalhou com outros produtores de tabaco na forma de meeiro, tendo que entregar grande parte da produção para o proprietário das áreas,  é que agora toda a renda que é fruto do trabalho deles e vai ficar com eles”, observa Antunes.

 

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