Após a Operação Controle, alguns vereadores de Santa Cruz do Sul se manifestaram a respeito da investigação do Ministério Público. Em entrevista para a Rádio Santa Cruz na manhã desta sexta-feira, 17, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), vereador Leonel Garibaldi (Novo), ressaltou que é importante ressaltar que o Legislativo de Santa Cruz não tem relação com a operação.

O único vereador que está sendo investigado é Henrique Hermany (PP), líder do governo. “É importante trazer os esclarecimentos para que se preserve o trabalho que é bem feito dentro da Câmara de Vereadores”, frisa Garibaldi. O vereador também disse que houve uma tentativa da casa para ter acesso aos autos da investigação, recurso que foi negado.

Ele lembra que é uma investigação inicial sem condenação, e o sigilo serve para preservar as partes envolvidas. “De fato existe um dano, eu entendo que existe sim um dano à imagem do Legislativo”, ressalta. Entre os vereadores já houve conversa para saber o que pode ser feito na Câmara de Vereadores de Santa Cruz. Garibaldi ressalta que, anteriormente, vereadores já tiveram seus mandatos cassados devido à corrupção na época. “Já temos um precedente de como proceder em situações que envolve corrupção na nossa casa”, frisa.

Garibaldi salienta que, se for constatada a veracidade do que está sendo investigado. será feito o mesmo procedimento. “Nesse caso, podemos pedir o afastamento e a cassação do vereador envolvido em atos de corrupção”, comenta. Segundo ele, há duas possibilidades por meio da Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga e faz relatório para avaliar os atos, sem poder de cassação. E a Comissão Processante avalia os atos e pode julgar, com poder de cassação.

O vereador frisa que estão em cautela e acompanhando o caso da forma possível e, se conseguir, entrarão nos autos da investigação para saber qual caminho seguir após avaliação. “Se entendermos que há uma necessidade de aprofundamento dessas investigações, existe uma possibilidade de se encaminhar para uma CPI”, ressalta.

Ele frisa que se entenderem que a investigação tem elementos comprobatórios suficientes, o caminho a ser seguido é o julgamento do vereador dentro da Câmara de Vereadores. “Estou aqui para afirmar que a legalidade será preservada se houverem indícios suficientes de autoria de crimes por parte de vereador”, comenta.

Foto: Vereador em entrevista ao Conexão Regional. Crédito: Grasiel Grasel / Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Favor preencher seu nome aqui