Foto: Jacson Miguel Stülp

Uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Santa cruz do Sul nesta segunda-feira, 22, marcou o início da Semana Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. A solicitação partiu da vereadora Nicole Weber (PTB), que não pode participar, pois sofreu um acidente de trânsito no início da tarde. A reunião foi conduzida pelo presidente Ilário Keller.

Estiveram presentes o juiz de Direito, Assis Leandro Machado; o promotor de Justiça Criminal, Eduardo Ritt; a delegada Lisandra de Castro de Carvalho, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM); a delegada Raquel Schneider, da Delegacia Civil de Pronto-Atendimento (DPPA); a escrivã Camila Pavani, da Sala das Margaridas da DPPA; a coordenadora do Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher (EDDM), Janaína de Oliveira; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), Iara Bonfanti; e a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, Magali Constantin.

O vereador Rodrigo Rabuske (PTB), integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, fez a motivação da reunião. Ele destacou que no dia 25 de novembro é comemorado o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher e por isso, a vereadora Nicole Weber resolveu realizar uma sessão alusiva a Semana Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres.

“Definida pela Lei Maria da Penha como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, a violência doméstica registra números alarmantes ano após ano, em todos os municípios brasileiros”, observou.

Confira abaixo um resumo do que cada um falou

Rodrigo Rabuske

Fez a motivação da reunião exposição; destacou a atuação da Frente Parlamentar em Defesa da Não Violência da Mulher; será realizado o primeiro senso da violência contra a mulher em Santa Cruz do Sul.

Everton Oltramari

Grande parte da violência parte de quem está próximo a ela, o que se agravou com a pandemia. É preciso a união de esforços para combater a violência. Santa cruz pode se orgulhar de ter uma boa estrutura para atuar em prol da defesa das mulheres. Nosso município é diferenciado nesta área e não vi nenhum município com esta estrutura, integração nesta área. Pacto Santa cruz pela Paz vai ter um eixo exclusivo que vai tratar de forma exclusiva à mulher. Assim como violência contra a criança e o adolescente, também contra os idosos.

Assis Leandro Machado

Atua a 21 anos em Santa Cruz do Sul e tem percebido que algumas boas ideias de parceiros, nas diversas áreas, vão sendo deixadas de lado. Assim, não se consegue que sejam implantadas, por diversos motivos. Deseja que as ações não fiquem apenas restritas à semana, mas sejam constantes.

Eduardo Ritt

A questão da violência contra a mulher não é algo restrito a nossa cidade. É importante olhar para toda a comunidade, para as cidades do entorno, para se que faça convênios e se atue no combate de todas as situações, porque somos uma cidade pólo.

Lisandra de Castro de Carvalho

Vejo como muito positivo os avanços nas questões legais, como a Lei Maria da Penha, tipificando os crimes, como o de perseguição. Mas destaca a satisfação de trabalhar no Centro Integrado de Segurança Pública, que integrou os órgãos de proteção e fez toda a diferença em Santa Cruz. A unificação dos endereços em um único prédio foi algo muito importante e facilitou o trabalho de todos.

Raquel Schneider

Hoje existe um local adequado para atendimento às mulheres vítimas de violência. Existe uma estrutura para proteção e acolhimento. Conhecemos a realidade em outros municípios e é bem diferente do que em Santa Cruz.

Camila Pavani

A vítima chega na Polícia Civil para ser ouvida e ouvir um posicionamento do profissional que está ali, colhendo o depoimento. Mas é importante a pessoa abrir seu coração para a política para que possa se tomar alguma atitude em relação ao que ela vem sofrendo.

Iara Bonfanti

Uma ação importante é regionalizar a Casa de Abrigo, pois muitas vezes se recebe mulheres de outros municípios, porém isso não é possível, não podemos fazer um encaminhamento para abrigar essas pessoas, pela casa só poder abrigar mulheres do nosso município. É preciso trabalhar muito em educação a fim de diminuir a incidência.

Priscila Froeming

Existe uma lei que preconiza a realização da Semana Municipal de Violência Contra a Mulher e estamos realizando a partir de hoje as ações.

Magali Constantin

Realizamos um trabalho de empoderamento da mulher, junto com outros setores. Mas o CREAS é a porta de entrada das mulheres às políticas de assistência social.

Janaina Oliveira

O serviço está muito bem interligado entre todos os segmentos. 22 atendimentos de mulheres que foram acolhidas na Casa de Passagem.

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