Foto: Divulgação

O domingo de sol e calor formou o clima perfeito para a 3ª edição da 4Black – feira que promove a cultura afro-brasileira como forma de combate à discriminação racial. Foram reunidos 44 expositores, de Santa Cruz do Sul e região, e diversas atrações musicais na Praça da Cultura. A data foi escolhida pela proximidade com o Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira, 20.

Edições anteriores já tinham acontecido em abril deste ano e novembro do ano passado. O idealizador da iniciativa, Érik Vinicius da Silveira, comemora a proporção cada vez maior do evento: “Um sucesso! Muita gente nova expondo pela primeira vez, desde artesanato, bijuterias, roupas, gastronomia. O pessoal engajado na proposta de conectar e potencializar toda a comunidade preta e aliados, mostrando que não basta apenas não ser racista, tem que ser antirracista”.

A 4Black é organizada de forma independente e recebe incentivo da Prefeitura. Conforme o secretário municipal de Cultura, Marcelo Corá, a iniciativa integra a programação da Semana da Consciência Negra e se firma como importante ferramenta de representatividade social e enfrentamento ao racismo. “Neste ano, para marcar o Dia da Consciência Negra, optamos por empoderar eventos e movimentos independentes que já têm uma trajetória no município, fazem um excelente trabalho de visibilidade da causa e vêm se fortalecendo na cidade”, explica.

Amor pelos cachos

A cabeleireira Tati Silveira expôs na 4Black cosméticos e perfumes artesanais produzidos por ela com ativos naturais, como óleos e manteigas vegetais. Os shampoos e condicionadores são feitos para valorizar ainda mais a beleza dos cabelos cacheados. “É para fazer as clientes se conhecerem e reconhecerem com seu cabelo natural, gostarem do cabelo como ele é naturalmente”, afirma. Ela, que tem salão de beleza na cidade há 13 anos e se dedica exclusivamente aos cabelos cacheados há sete, participou da feira pela segunda vez e não economizou nos elogios para a iniciativa. “Uma excelente oportunidade para divulgação do trabalho e troca de experiências com outros expositores. Estou adorando”, disse.

Representatividade nos espaços públicos

Emilli, Karoline, Rosana e Lucas foram um dos vários grupos de amigos que saíram de casa no domingo para prestigiar os expositores e aproveitaram para tomar uma cervejinha gelada ao som de samba, pagode, axé e outros ritmos musicais tocados por artistas locais. Para o grupo, é muito importante que este tipo de evento aconteça em espaços públicos no centro da cidade. “Para mostrar o quanto Santa Cruz é diversa, porque muitas vezes parece que a gente está numa cidade essencialmente germânica, quando na verdade temos aqui uma diversidade étnica”, explica Karoline Amanda de Araújo. “A maior parte da feira é composta por pessoas negras, mulheres negras, trancistas negras, e a população de Santa Cruz do Sul tem que abraçar mais estes espaços de diversidade”, acrescentou Emili dos Santos.

Praça da Cultura como palco de grandes eventos

A Praça da Cultura ainda nem foi oficialmente inaugurada e já se firma como importante espaço de lazer e incentivo à economia criativa. Situado na Rua Galvão Costa, próximo ao Monumento do Imigrante, o espaço recentemente revitalizado vem sendo palco de grandes eventos de música e arte. De acordo com o secretário de Cultura, a Prefeitura trabalha na finalização interna. “Estamos aguardando a mobília do coworking e mais alguns detalhes decorativos para a inauguração oficial. No início do ano que vem, deve estar tudo pronto e disponível à comunidade para que muitos eventos deste porte sejam realizados”, detalha Corá.

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