O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que a economia nacional está se recuperando da pandemia do novo coronavírus mais rápido do que se esperava. Ele atribuiu o suposto sucesso dos números econômicos às ações do governo federal e aos empresários que não aceitaram o discurso para paralisar as atividades por causa da crise sanitária.

“Se nós e parte do empresariado tivessemos embarcado na onda ‘fique em casa que a aconomia a gente vê depois’, com toda certeza estaríamos numa situação bastante complicada no momento”, afirmou durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

O chefe do Executivo acompanhou o evento de forma virtual ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Bolsonaro afirmou que o número de novos empregos criados, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o país está no caminho certo.

“A economia está se recuperando, no entender de muitos, de forma muito melhor do que poderíamos esperar. No mês passado, se não me engano, foram 250 mil novos empregos, pelo Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados]. Se esse número se verificar no mês corrente, é sinal de que a economia realmente pegou”, analisou.

O Caged constatou que 249.388 vagas formais foram criadas em agosto, não em setembro, como disse o presidente. Os dados do mês passado ainda não foram divulgados.

Bolsonaro afirmou que no início de seu mandato, em janeiro de 2019, pegou um país em crise econômica, ética e moral, mas apoios como o dos industriais facilitaram seu trabalho. “O Brasil tem jeito, e com pessoas como você nós atingiremos esse objetivo.”

Momento é de volta à normalidade e aos empregos, diz Bolsonaro

Segundo o presidente, o novo coronavírus teve um impacto na economia maior do que o necessário por causa do isolamento imposto pelos defensores de que as pessoas deveriam ficar em casa para não ser infectadas. “O problema da pandemia, no meu entendimento, foi superdimensionado”, opinou.

“Desde o começo [da pandemia] disse que tínhamos dois problemas pela frente: a  questão o do vírus e o desemprego, e que eles tinham que ser tratados simultaneamente.”

Bolsonaro ainda declarou que o Brasil se destacou no combate ao vírus graças à atuação do atual ministro, Eduardo Pazuello. “Na questão da saúde, também tivemos algum sucesso em relação ao resto do mundo, em especial quando colocamos um general no ministério. Não por ser um general, mas por ser um grande gestor, que está fazendo um trabalho excepcional nessa área.”

Segunda vez na Firjan

Esta é a segunda cerimônia na Firjan que conta com a presença de Bolsonaro desde que ele foi eleito. Em 2019, o presidente esteve na entidade para receber a medalha do mérito industrial.

Em seu discurso, o novo presidente, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, afirmou que Bolsonaro soube ver à frente ao defender a economia em meio à maior crise sanitária do século. “A indústria continuou em atividade, não houve desabastecimento”, afirmou.

“Além das empresas, a população também foi amparada pelo governo federal com a ajuda do Congresso Nacional. Foram beneficiados 38 milhões de brasileiros até então invisíveis. Eram os mais vulneráveis.”

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