Durante um café da manhã com jornalistas, nesta terça-feira, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a enfermeira Francieli Fantinato, comentou que as coberturas vacinais estão registrando decréscimo.

“(Aproximandamente) 1,5 milhão de pessoas tomaram a primeira dose e não tomaram a segunda. Quem não foi nos 28 ou 84 dias (após a primeira dose), tem que ir”, alertou. “Estamos avaliando esses impactos. A necessidade agora é de sentar com estados e municípios para recuperar essas necessidades vacinais. Essa redução de cobertura vacinal não é só com relação à pandemia”, disse ela, acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A coordenadora do PNI disse ainda que o governo pretende vacinar 72,7 milhões de brasileiros em risco. “Atingindo esses grupos, a indicação é ampliar para toda população brasileira. Queremos a redução de complicações e óbitos, manutenção da força de trabalho e do setor de saúde”, informou.

A preocupação com o atraso no término do ciclo de imunização já havia sido manifestada nessa segunda por Queiroga. Em Porto Alegre, a Diretoria de Vigilância em Saúde informou que a cidade teria 19 mil pessoas que já tomaram a primeira dose da Coronavac, mas não se apresentaram para receber a segunda. O dado ainda precisa ser cruzado com o número de óbitos da Capital desde o começo da vacinação, mas é uma estimativa da Secretaria Municipal de Saúde.

O diretor da Vigilância em Saúde da Capital, Fernando Ritter, explicou que além de idosos e dos idosos acamados, há ainda profissionais de saúde e integrantes dos povos indígenas entre aqueles que não receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

A reação do governo do Rio Grande do Sul foi mobilizar sua estrutura para elaborar relatórios que serão enviados às vigilâncias municipais. A ideia é auxiliar as prefeituras a encontrarem as pessoas que ainda precisam receber a segunda dose da Coronavac.

Fonte: Correio do Povo

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