Uma reunião especial nesta segunda-feira, dia 14, debateu o retorno das aulas nas escolas de Santa Cruz do Sul. O encontro foi requerido pelos vereadores João Cassepp (PSDB) e Alex Knak (MDB).

Participaram da reunião a Secretária de Educação, Juliana Bach; Guilherme Dellajustina, coordenador administrativo da Secretaria de Educação; Paula Fürst, coordenadora de Captação e Gestão da Secretaria de Educação; Giovani Alles, presidente do Comitê de Crise e Prevenção ao Coronavirus; Tricia Schaidhauher, procuradora geral do Município; professor Flávio Henn, presidente do Sinpro; professor Plácio Simmianer, presidente do Sinprom; professor Nestor Raschen, diretor do Colégio Mauá e representante do Sinepe-RS; Maria Cristina Conrad, presidente do Conselho Municipal de Educação; Luís Ricardo Pinho de Moura, coordenador da 6ª Coordenadoria Regional de Ensino (CRE); Sandra Santos, diretora do 18º Núcleo CPERS/Sindicato; e Ângelo de Oliveira, presidente do CPM do Colégio Ernesto Alves de Oliveira.

A ideia, segundo o vereador Cassepp, foi debater as questões relativas às ações do município e outras entidades afins em relação ao retorno às aulas em meio à pandemia do coronavírus. “Precisamos debater com as entidades envolvidas a situação para a retomada das aulas. É um assunto pertinente e que precisa de um debate com toda a sociedade santa-cruzense”, acrescentou o vereador. Já o vereador Alex Knak destaca que sua intenção foi verificar o que o município estava realizando no sentido de ações para retomar as aulas.

 

O que eles disseram

Juliana Bach – Secretária Municipal de Educação

Apresentou o cronograma de suspensão e plano de ação para a retomada das aulas. Realidades diferentes dentro da rede municipal de ensino. Envio de atividades não presenciais. Algumas escolas para envio de atividades – 98% telefone e 30% telefone. Uso do whatsapp para encaminhar as atividades. Foi construída uma plataforma de formação continuada com a Universidade para os professores. Queremos ter espaços seguros, criteriosos para um retorno seguro das aulas. Realizamos deliberações no COE e levamos ao prefeito, num calendário bem escalonado.

Giovane Alles – Secretário Municipal da Saúde

Médicos especializados indicam que agora seria um momento adequado da volta às aulas. Um retorno muito tímido – grupos muito restritos – cumprindo os protocolos necessários para o retorno. Para as aulas poderem ocorrer, as bandeiras precisam estar laranja ou amarela.

Flávio Henn – diretor do Sinpro

Apontou números e falta de maior número de testes no Brasil. Disse que é uma volta prematura, e que é preciso ter muito cuidado com o emocional das crianças, e não apenas pensar em recuperar conteúdos.

Rosane Martinez – representante do Sinprom

Após a suspensão das aulas, iniciou o envio de conteúdo remoto para os alunos. Hoje o professor não tem mais 8h de sala de aula, e sim 24 horas. Atendemos os alunos e pais de alunos quando eles têm tempo. Houve muita dificuldade das famílias de compreender a tecnologia. Melhor forma é o trabalho impresso e os pais retiram na escola. Agora, tudo está se engrenando neste sistema.

Nestor Raschen – diretor do Colégio Mauá

As crianças têm direito à Educação. Vamos aplaudir as escolas que voltam. As escolas estão dispostas a oferecer o melhor para o seu começo. Precisamos fazer algum ensaio de retorno.

Luís Ricardo Pinho de Moura – 6ª CRE

O Estado está debatendo muito, porque esta pandemia é nova para todo mundo. Pois ninguém tem a fórmula pronta. Vamos conhecer melhor nosso professor, a família e a mantenedora. A grande maioria dos professores é analógica, enquanto que os alunos são digitais.

Maria Cristina Conrad – presidente do Conselho Municipal de Educação

Disse que o Conselho ajudou muito no debate sobre a forma diferente de educar neste período de pandemia e além de discutir em conjunto com o COE o protocolo de retorno das aulas.

Angelo Oliveira – presidente do CPM da Escola Ernesto Alves de Oliveira

Entende ser prematura a volta das aulas. O Estado é falho na sua estrutura para oferecer uma forma segura aos alunos. Montou um plano de contingência de 33 páginas junto com a direção. Escola está pronta para receber os alunos, fez as adequações na estrutura física. Questiona a falta de recursos humanos.

Sandra Santos – diretora do 18º Núcleo do Cepers/Sindicato

Não estamos vivendo num momento normal. Na rede estadual estamos fazendo e doando nosso tempo nas aulas não presenciais e remotas. Os professores estão esgotados, pois estão trabalhando mais. Planejando, com aulas remotas, no whatsapp, no Classroom, e atendendo as famílias. Depois de seis meses o Governo do Estado disponibilizou internet gratuita aos alunos. E os alunos têm equipamentos para usar isso? Perdemos tempo de discussão do que fazer.

Mateus Mello – coordenador da UESC

Ensino remoto não está funcionando. Os alunos estão aprendendo muito pouco. A juventude é vetora e tem prioridade, inclusive prioridade no atendimento à saúde. Os alunos precisam participar do debate e discutir o retorno. Não colocar no colo dos pais a responsabilidade deste retorno. Escolas fechadas, vidas preservadas.

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