Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Caetano Veloso são alguns dos artistas que assinaram um manifesto contra a exploração minerária na Serra do Curral, paredão que abrange Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. Ele será lançado nesta sexta-feira (6).

A carta pede ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e à secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho, a anulação do licenciamento concedido à Taquaril Mineração S.A (Tamisa) para a instalação de um complexo minerário na região. Além disso, ela reivindica a aprovação do tombamento estadual da Serra do Curral.

A iniciativa é da documentarista e produtora Luciana Sérvulo da Cunha, diretora dos filmes “A Rua dos Meninos” e “Hijos de la Revolución”, em parceria com o movimento Tira o Pé da Minha Serra. Luciana é paulista, mas tem família em Belo Horizonte e defende que a Serra do Curral é uma causa nacional.

Nesta semana, o município entrou com uma ação na Justiça para pedir a suspensão do licenciamento concedido à Tamisa para a exploração na região. Para a prefeitura, as atividades minerárias podem causar impactos na capital, como risco geológico de erosão do Pico Belo Horizonte, risco à segurança hídrica e redução da qualidade do ar.

Segundo ela, a carta já foi assinada por mais de 500 pessoas, dentro e fora do Brasil. Entre os nomes, estão também Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior, Samuel Rosa, Fernanda Takai, Débora Falabella, Paulo Betti e Renata Sorrah.

O licenciamento para o complexo minerário foi aprovado na madrugada do último sábado (30), após mais de 18 horas de reunião. Oito conselheiros votaram a favor do empreendimento, e quatro votaram contra. Todos os representantes do governo estadual se posicionaram pela aprovação do projeto.  

O projeto está localizado em Nova Lima, nas proximidades da divisa com Belo Horizonte e Sabará.

O empreendimento será dividido em duas fases, que serão implantadas e operadas ao longo de 13 anos. O projeto prevê que serão lavrados e beneficiados aproximadamente 31 milhões de toneladas de minério de ferro, resultando em 24 milhões de toneladas de produtos.

Para a instalação do complexo, será necessário devastar 41,27 hectares de vegetação nativa de Mata Atlântica, dos quais quase seis hectares estão em áreas de preservação permanente.

A área total do empreendimento – Área Diretamente Afetada – é de 101,24 hectares.

Foto: Divulgação

 

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