Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A variação do custo da Cesta Básica Nacional em Santa Cruz do Sul foi de – 3,70% no período de 04 de novembro a 02 de dezembro de 2021, passando de R$ 555,08 para R$ 534,53, uma redução de R$ 20,56. Dos 13 produtos pesquisados, quatro apresentaram redução, um ficou estável (Pão Francês) e os demais oito produtos apresentaram elevação de preço.

As maiores contribuições para esta redução do custo da Cesta Básica Nacional foram do Tomate Carne Bovina (contribuição de – 4,52%) e da Batata Inglesa (contribuição de – 0,36%). Contribuíram para frear esta redução a Banana (contribuição de 0,66%) e o Café (contribuição de 0,15%). No ano de 2021 a Cesta Básica apresenta elevação de 6,258% e, comparando com dezembro de 2020, a elevação é de R$ 57,18 ou 11,979%.

Com este custo para a Cesta Nacional, um trabalhador de Santa Cruz do Sul que recebeu no início deste mês o salário mínimo, precisa trabalhar 106,906 horas para adquirir o conjunto de 13 produtos, ou 4,11 horas a menos que o necessário no mês de novembro.

A partir dos gastos com alimentação é possível estimar o salário mínimo necessário para o atendimento das necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Seguindo a mesma metodologia utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o valor do salário mínimo em Santa Cruz do Sul para o mês de novembro de 2021, pago no início do mês de dezembro, deveria ter sido de R$ 4.456,89 para uma família composta por dois adultos e duas crianças.

A Cesta Básica Nacional relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do salário mínimo no Brasil. Este Decreto estabelece que o salário mínimo é a remuneração devida ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, capaz de satisfazer, em determinada época e região do país, às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.

Fonte: Prof. Dr. Silvio Cezar Arend .’.

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