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Nesta terça-feira, 17 de maio, é o Dia Internacional Contra a Homofobia. Nesse dia, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. A data é uma oportunidade para a organização de atividades que promovam e apoiem a igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+.

Na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) há o Ambulatório Multiprofissional de Atenção à Saúde da População LGBTQIA+ (Ambitrans). Na primeira e terceira terça-feira de cada mês, os interessados podem participar de um grupo de apoio com a psicóloga Mariluza Sott Bender. Ela é psicóloga no Hospital Santa Cruz (HSC) e mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologia na Unisc, sendo orientada pelo professor Eduardo Steindorf Saraiva.

Segundo Mariluza, para participar não é necessário marcar presença com antecedência, mas por ser um grupo de apoio com 12 vagas é importante que o interessado faça a inscrição. Os encontros ocorrem no Serviço Integrado de Saúde (SIS) da Unisc às 19h e a inscrição pode ser feita pelo telefone do SIS no (51) 3717-7480. Em 2022, a ideia é que este trabalho seja ampliado e tenha o envolvimento de mais profissionais.

O Ambitrans é um projeto de extensão ligado ao Departamento de Ciências da Saúde, com participação do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologia e Programa de Pós-Graduação Mestrado em Promoção da Saúde.

Participação no conselho

A universidade também está engajada na causa ao ter um representante no Conselho Municipal da Diversidade (Comudi). O professor Eduardo Saraiva é conselheiro. “São discutidas questões de saúde, educação, acesso à Justiça, com membros da sociedade civil, prefeitura, Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB), 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, entre outros”, explica.

Ele ressalta que de 10 a 17 de  julho ocorre a 1ª Semana da Diversidade em Santa Cruz do Sul e, no dia 23 de setembro, o 2º Fórum da Diversidade, com abrangência regional. “Será um dia inteiro com atividades no auditório central da Unisc, reunindo estudantes; professores da educação pública do Estado e Município; profissionais da justiça; saúde e assistência social. Serão debatidos temas como direitos humanos, acesso à educação, justiça e saúde.”

Dados

Em 2021, houve no Brasil, pelo menos 316 mortes violentas de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo. Esse número representa um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior, quando foram 237 mortes. Os dados são do Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil, divulgado na semana passada.

Entre os crimes ocorridos no ano passado, 262 foram homicídios (o que corresponde a 82,91% dos casos), 26 suicídios (8,23%), 23 latrocínios (7,28%) e 5 mortes por outras causas (1,58%).

O dossiê, produzido por meio do Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+, é resultado de uma parceria entre a Acontece Arte e Política LGBTI+, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

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