O papa Francisco se reuniu, na manhã deste domingo (12/9), em Budapeste, com o líder soberanista Viktor Orban, a portas fechadas, antes de presidir a missa de encerramento de um grande congresso religioso internacional.

Pouco depois de sua chegada, o líder de 1,3 bilhão de católicos se encontrou com o primeiro-ministro húngaro, de acordo com imagens divulgadas na conta de Viktor Orban no Facebook, na qual aparecem apertando as mãos. O presidente húngaro, Janos Ader, e dois altos funcionários da Cúria Romana também participaram da reunião.

“Pedi ao papa Francisco que não deixe os cristãos húngaros perecerem”, postou Orban em sua conta no Facebook. O Vaticano, por sua vez, disse em um comunicado que o encontro foi “cordial”.

“Entre os vários temas discutidos, está o papel da Igreja no país, o compromisso com a proteção do meio ambiente, a proteção e promoção da família”, afirma o comunicado.

Já em seu discurso final por ocasião da oração dominical do Ângelus, o papa prestou homenagem a uma nação “apegada a suas raízes”, apelando, porém, a ser “aberta” a todos, numa alusão velada à política migratória de Orban. “Meu desejo é que vocês sejam assim: ancorados e abertos, enraizados e respeitosos”, intimou.

“Todos somos migrantes!”

Jorge Bergoglio, cujos antepassados italianos migraram para a Argentina, não para de lembrar à velha Europa seu passado, construído por ondas de recém-chegados.

Embora nunca tenha feito alusão direta a nenhum político em particular, ele criticou abertamente o “soberanismo” que, segundo ele, dedica “discursos semelhantes aos de Hitler em 1934” aos estrangeiros.

Aos que discordam, ele responde que ajudar os excluídos é eminentemente cristão. Em abril de 2016, durante uma visita à ilha grega de Lesbos, o papa lançou: “Somos todos migrantes!” e convidou três famílias muçulmanas sírias, cujas casas foram bombardeadas, a embarcar em seu avião.

Foto: Reprodução

 

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