O Acadêmico e professor Tarcísio Padilha faleceu na manhã do dia 9 de setembro, no Rio de Janeiro, vítima de COVID-19. Diante da recomendação de se evitar reuniões e aglomerações por conta do coronavírus, não haverá velório.

“A Academia Brasileira de Letras perde hoje uma de suas figuras mais queridas e admiradas: o filósofo, professor e escritor Tarcísio Padilha. Foi presidente da ABL e de inúmeras e prestigiosas instituições internacionais. Tarcísio participou da criação de universidades, fundou cátedras, cursos de pós-graduação, conquistando amigos e discípulos. Foi reconhecido como filósofo da esperança não porque a estudou, mas porque soube aplicá-la com sabedoria na sua mundivisão. Ex-presidente da sociedade internacional de filósofos católicos, foi amigo dos últimos Papas, sobretudo de João Paulo II. Tarcísio encarnou a filosofia da hospitalidade e da acolhida, pondo em prática o ideal de Panikkar: o “diálogo dialogante”. Absoluta liberdade, sem precondições, sem espaço para a colonização do Outro. Tarcísio defendeu a dupla cidadania agostiniana. Hoje habita o ponto ômega. Fonte de luz e de esperança.”, declarou Marco Lucchesi, presidente da ABL.

O Acadêmico

Tarcísio Meirelles Padilha nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17 de abril de 1928. É filho de Raymundo Delmiriano Padilha e de D. Mayard Meirelles Padilha. Em 1951, casou-se com Ruth Maria Fortuna Padilha.

É bacharel em Filosofia e Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; diplomado em Ciências Sociais pelo Instituto de Direito Comparado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, diplomado pela Escola Superior de Guerra; licenciado em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense e doutor em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Foi professor titular de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e de diversas outras instituições superiores do Rio de Janeiro, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Universidade Santa Úrsula e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Era também membro do corpo permanente da Escola Superior de Guerra.

Exerceu inúmeros cargos de direção durante sua vida profissional. Foi Vice-Presidente e, a seguir, Presidente do Centro Dom Vital; Presidente da Comissão de Planejamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da seção do Rio de Janeiro do Instituto Brasileiro de Filosofia; Diretor do departamento de estudos da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra; Diretor-Geral do Instituto Euvaldo Lodi, órgão de estudos e pesquisas da Confederação Nacional da Indústria; Vice-Presidente da Union Mondiale des Sociétés Catholiques de Philosophie; Vice-Presidente da Asociación Interamericana de Filosofia; Vice-Presidente da Metaphysical International Society; Membro do Comité Directeur e Vice-Presidente da Fédération Internationale des Sociétés de Philosophie; Coordenador da Nova Spes para a América Latina, Secretário-geral da Academia Brasileira de Letras (1998-1999) e Presidente da Academia Brasileira de Letras (2000-2001). Foi membro de mais diversas instituições e participou de múltiplos congressos e seminários.

​Em reconhecimento de sua obra, recebeu várias condecorações e prêmios, dos quais destacam-se a Medalha por Serviços Relevantes prestados ao Estado da Guanabara; o título de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, de Paris; o Prêmio Nacional de Filosofia, conferido pelo Instituto Brasileiro de Filosofia, São Paulo; título de Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, Vaticano; a Ordem do Mérito do Livro pela Fundação Biblioteca Nacional; o prêmio Personalidade Educacional 2002,agraciado pelo jornal Folha Dirigida e a Medalha do Mérito Cultural da República Helênica.

Foto: Academia Brasileira de Letras

 

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