Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado

O ministro da Controladoria geral da União, Wagner Rosário, deu início a um bate boca em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, depois de ter chamado a senadora Simone Tebet (MDB-MS) de descontrolada. A sessão foi suspensa por 10 minutos pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM).

Ao chamar Tebet de descontrolada, Wagner gerou revolta entre senadores que o chamaram de machista. O senador Otto Alencar o chamou de moleque. Depois de retomada a reunião, Aziz pediu para que Wagner passe a constar no relatório da CPI como investigado da, e não mais como testemunha.

Depoimento

Mais cedo, Omar Aziz chamou Wagner Rosário de petulante durante a reunião do colegiado. O chefe da CGU bateu boca com senadores durante diversos momentos do depoimento e desafiou a CPI a provar que houve prevaricação na atuação do órgão em meio às suspeitas de corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em depoimento à CPI, Wagner Rosário afirmou que a CGU só recebeu informações sobre a relação entre o lobista Marconny Faria e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias em julho deste ano. Além disso, afirmou que soube das suspeitas de irregularidades na compra da Covaxin apenas em junho de 2021, pela imprensa.

Na fala, Rosário alegava que não havia informações prévias sobre irregularidades na compra da Covaxin e na atuação de integrantes do governo na aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Omar Aziz questionou o fato de a CGU ter informações sobre mensagens investigadas desde setembro do ano passado. “Cê não passa um scanner na hora da busca e apreensão e saem os dados aparecendo, não. Tem que ter análise, tem que levar tempo”, justificou Wagner Rosário.

Logo em seguida, o senador Otto Alencar (PSD-BA) reagiu à declaração do ministro. “Muito petulante, hein, presidente?”. Na sequência, Omar Aziz afirmou com o som do microfone desligado: “petulante pra c…”. O áudio vazou na transmissão da TV Senado. A declaração não entrou nas notas taquigráficas da CPI.

Fonte: Correio do Povo

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