O Inter atravessa o seu momento de maior instabilidade na temporada. Em pouco mais de duas semanas, perdeu Eduardo Coudet, caiu prematuramente da Copa do Brasil e deixou escapar a liderança do Brasileirão. Já com Abel Braga no comando, acumula três derrotas em quatro partidas.

Por isso, a busca de uma vitória diante do Boca Juniors, na noite desta quarta-feira, às 21h30min, em um Beira-Rio ainda vazio, é quase uma questão de sobrevivência para os colorados. Só a vitória garante um mínimo de tranquilidade no prosseguimento da temporada.

A vaga nas quartas de final será, de fato, decidida na próxima quarta-feira, na Bombonera. Para hoje, o objetivo do time colorado, que ainda não terá Abel Braga na casamata, é arrancar com algum tipo de vantagem nessa corrida.

D’Alessandro, inclusive, pode aparecer no time titular. À distância, desde que seu exame para Covid-19 deu positivo, Abel pensa em apostar na experiência do meia para liderar o time.

Essa não é a única indefinição da equipe. Abel, em suas quatro partidas, alternou formações e esquemas. Agora, joga no 4-2-3-1, sistema que foi utilizado pelo próprio Abel em sua passagem anterior pelo Beira-Rio, em 2014.

Há alguns reforços. Patrick, recuperado de lesão, deve ser a novidade principal no meio-campo. Moledo deve reforçar a zaga, suprindo a ausência de Cuesta, suspenso, assim como Rodinei. O goleiro Danilo Fernandes também testou positivo para Covid-19 e já está afastado, assim como Daniel e Keiller. Emerson Junior, goleiro campeão da Copa São Paulo em janeiro, ficará no banco.

Além da importância esportiva, a classificação na Libertadores tem repercussões financeiras. O clube já saiu da Copa do Brasil, deixando de receber R$ 7 milhões em prêmios. Por isso, a conquista da vaga nas quartas da Libertadores e seus quase R$ 8 milhões de cotas é fundamental para que o clube consiga honrar os compromissos de final de ano, inclusive com os próprios jogadores.

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