Foto: André Macke Franck

Agricultores que investem na criação de gado de corte e interessados em entrar na atividade participaram na quinta-feira, 12, na propriedade dos agricultores Ivo e Júlio Martin, na localidade de Faxinal de Dentro, município de Vale do Sol, de um Dia de Campo sobre Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) para Bovinocultura de Corte. A atividade contou com a participação de produtores dos municípios de Vale do Sol, Rio Pardo e Candelária e foi promovida pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

A atividade foi ministrada pelo médico veterinário e especialista em reprodução em bovinos de corte e leite, Rodrigo Braz Marçal, contou com atividades teóricas e práticas e visou mostrar a técnica de IATF e organizar um grupo de pecuaristas de gado de corte no município para discutir assuntos pertinentes à atividade, proporcionar a troca de experiência e desenvolvimento da pecuária de corte no município.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, André Macke Franck explica que a IATF é uma técnica utilizada por bovinocultores de leite e de corte para uniformizar os rebanhos e para que vacas que tenham algum problema, como as muito magras, a IATF faz o protocolo hormonal e incentiva o animal a entrar no cio. “Entre os benefícios desta prática está a padronização do rebanho, melhoria genética, menor uso da mão de obra por sincronizar tarefas e melhor valorização do gado no momento da comercialização”.

O extensionista explica ainda que a Inseminação Artificial em Tempo Fixo é importante porque melhora a genética do gado, trazendo uma genética superior para a propriedade e agregando melhor valor na comercialização. “Isso faz com que os terneiros nasçam mais ou menos no mesmo dia, gerando um lote mais homogêneo, que faz com que os produtores consigam um melhor preço de venda, sendo essa homogeneidade de idade mais atrativa aos compradores”, observa.

Franck ressalta que a IATF é utilizada por produtores no gado de cria, para reprodução para vacas e novilhas. “A técnica é utilizada por um produtor um pouco maior, que queira padronizar o rebanho e tenha recursos disponíveis, pois são utilizados quatro hormônios nesse processo que possuem um custo um pouco elevado, além do processo de inseminação em si”, orienta.

Ao final da atividade foi criado o Grupo de Bovinocultores de Corte de Vale do Sol e ficou definida uma próxima reunião na qual será abordado o tema das pastagens. “Uma pastagem de qualidade é o principal fator. Depois disso vem o restante. Um animal bem alimentado vai ter boa reprodução, boa sanidade”, observa Franck.

Em Vale do Sol a pecuária de corte é uma atividade em expansão. “Não temos no município quem se dedique exclusivamente à bovinocultura de corte. Nosso público assistido nessa área são pessoas que cultivam o fumo, o gado de leite, pessoas que trabalham na cidade ou aposentados que pararam com outras culturas que exigem maior mão de obra e estão iniciando na atividade”, comenta o extensionista.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Favor preencher seu nome aqui