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Agricultores, estudantes, técnicos e público em geral podem se inscrever para participar do Dia de Campo sobre Fruticultura. A atividade acontece no Parque da Expoagro, no município de Rio Pardo, no dia 23 de junho, a partir das 13h. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link https://forms.office.com/r/LvxsMrPPMn. O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Embrapa, Afubra e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

No Dia de Campo os participantes poderão percorrer as estações temáticas sobre citricultura, viticultura, noz-pecã, implantação de pomares e benefícios das frutas para nutrição. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Vivairo Zago explica que os temas foram escolhidos considerando as características da região, o cultivo das frutas em propriedades e o potencial de comercialização.

Segundo o extensionista a citricultura, especialmente o cultivo de laranja e bergamota, é a atividade mais presente nas propriedades rurais, seja para subsistência ou como fonte de renda. Os citros são culturas muito populares nas propriedades familiares da região”. A pecanicultura familiar possui uma área representativa na região, cerca de 930 hectares, tanto em pomares comerciais quanto nas propriedades familiares. A noz-pecã é cultivada em áreas de relevo ondulado “dobradas”, que não são mecanizadas e também em sistema silvipastoril, em consórcio com a criação de animais. “A gente vê que é necessário trabalhar bastante a pecanicultura familiar para melhorar os indicadores de qualidade e produtividade e tornar essa cultura viável para as propriedades familiares”, observa Zago.

Uma cultura com grande potencial na região é a viticultura. As condições de solo e clima favorecem o cultivo de uvas. No entanto, a cultura não é explorada em todo o seu potencial. “Queremos despertar o interesse dos produtores, especialmente o baixo Vale do Rio Pardo, a trabalhar a viticultura como uma opção de renda, inclusive com possibilidade de alta rentabilidade, com mercado na região. Se plantar e manejar de forma correta, a uva é uma alternativa tanto na questão de uva de mesa para consumo in natura como para agroindústrias na produção de sucos”, frisa o extensionista.

A quarta estação temática que será apresentada abordará a implantação de pomares. Um tema amplo, mas importante para o cultivo de qualquer espécie frutífera. De acordo com Zago, independente da cultura o manejo básico de plantio é o mesmo, com questões que envolvem ações como análise, correção e manejo do solo, adubação inicial e localização. “Esses temas são válidos para todas as espécies frutíferas que o agricultor for implantar, seja uva, pêssego, noz-pecã. A gente vê muito problema em pomares que foram implantados sem esse planejamento inicial. São pomares com problemas de baixa produtividade, plantas que não desenvolvem e por isso esse será um tema abordado”, comenta.

Na última estação será abordada a utilização das frutas para a nutrição. Nessa temática o público irá receber orientações sobre os benefícios que o consumo destas frutas trabalhadas nas estações traz quando utilizadas alimentação. “Pensando na produção de subsistência, a propriedade tendo frutas e verduras para consumo da família é uma forma saudável para o agricultor ter dentro da propriedade o seu alimento”.

Zago ainda destaca que na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, a fruticultura é uma atividade com grande potencial para as propriedades familiares, especialmente no Vale do Rio Pardo. “É uma atividade que gera alta rentabilidade por hectare, mas exige planejamento. Pensando no agricultor familiar, existe um potencial muito grande para explorar as cadeias curtas, como feiras, mercados menores que podem comprar as frutas direto dos produtores. O produtor que começou a produzir, que gostou da atividade, pode pensar em comércios maiores como a Ceasa, uma distribuição para mercados maiores. Então, existe um enorme potencial para a fruticultura, não apenas as que estaremos trabalhando nesse dia, mas precisa ter um planejamento, uma vontade do agricultor e trabalhar tecnicamente que vai ser tornar uma atividade econômica viável dentro da propriedade familiar”.

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