Escritor tanzaniano que viva no Reino Unido e escreve em inglês, Abdulrazak Gurnah é o vencedor do “Prêmio Nobel de Literatura de 2021, anunciou a Academia Sueca nesta quinta-feira por “sua descrição comovente dos efeitos do colonialismo na África”. A distinção mais importante das letras universais, dotada de cerca de um milhão de euros, coube nesta edição ao romancista tanzaniano, depois de no ano passado ter sido atribuída à poetisa americana Louise Glück e em 2019 ter sido atribuída a dois autores, a polaca Olga Tokarczuk e o austríaco Peter Handke, após os escândalos de abusos sexuais e vazamentos que levaram ao adiamento da premiação de 2018 por 12 meses.

Abdulrazak Gurnah, nascido em 1948 em Zanzibar, vive no Reino Unido e escreve suas obras em inglês. Seus romances mais famosos são Paradise (1994), indicado para o Booker Prize e o Whitebread Prize; By the Sea (2001) e Desertion (2005). Seu último livro, Gravel Heart, foi publicado em 2017.

E atenção: o escritor Abdulrazak Gurnah não tem nenhum livro publicado no Brasil.

Gurnah começou sua vida acadêmica na Universidade Bayero Kano, na Nigéria. Em seguida, se transferiu para a Universidade de Kent, onde obteve seu Ph.D. em 1982. Atualmente, é professor e diretor de estudos de graduação no departamento de inglês. Sua pesquisa se concentra no pós-colonialismo, bem como no colonialismo especialmente relacionado à África, Caribe e Índia.

Abdulrazak Gurnah se sobressaiu na decisão final diante de outros nomes que apareciam como apostas para o prêmio neste ano, como a francesa Annie Ernaux, a queniana Ngũgĩ wa Thiong’o, a japonesa Haruki Murakami, a sul-coreana Ko Un, a guadalupense Maryse Condé ou a chinesa Can Xue. Outros autores que sempre aparecem como favoritos são Don Delillo, Salman Rushdie, Adonis, Jon Fosse, Mircea Cărtărescu, Hilary Mantel e Margaret Atwood.

Foto: Divulgação

 

 

 

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