Foto: Valdecir Galor/SMCS

Uma empresária acusada de enganar clientes da sua clínica de vacinas em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, foi condenada a sete anos e seis meses de prisão em regime inicialmente fechado pelo crime de estelionato.

A decisão do juiz da 2ª Vara Criminal da cidade, Guilherme Machado da Silva, acolheu a denúncia do MP (Ministério Público) quanto ao fato de que a acusada fingia aplicar vacinas de ampolas vazias. Entre as provas da acusação, constaram exames laboratoriais de vítimas que acreditavam terem sido vacinadas contra a febre amarela. Segundo o MP, a não aplicação das vacinas meningocócicas ACWY e B também ficou comprovada.

“O fato de terem sido encontrados vários frascos vazios guardados na geladeira da clínica é outro importante elemento a corroborar que a ré, mediante artifício e ardil, induzia e mantinha as vítimas em erro”, destacou o magistrado na decisão.

Segundo informações divulgadas na terça-feira, 24, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na sentença, proferida na semana passada, ficou comprovada a existência de dez vítimas: cinco adultos e cinco crianças. Para o juiz, a atuação da acusada e a sua conduta durante o interrogatório judicial demonstraram descaso com a situação.

“A prova oral e a conduta no interrogatório revelam sua personalidade dissimulada e provocadora, sem mínima consideração pelos clientes ou respeito pelas autoridades, acreditando-se inatingível e sem demonstrar qualquer remorso”, afirmou o magistrado.

O crime ocorreu no bairro Hamburgo Velho entre agosto de 2017 e fevereiro de 2018. A acusada ficou em prisão cautelar de 14 de fevereiro de 2018 a 16 de setembro de 2018. Cabe recurso da sentença.

Fonte: O Sul

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