Foto: Divulgação / Jonne Roriz / COB

Em um evento marcado pela diversidade e reinvindicação de pautas igualitárias, o Brasil superou uma importante marca para as aletas da seleção. Com o ouro conquistado por Ana Marcela Cunha na maratona aquática, as mulheres brasileiras quebraram o recorde histórico de medalhas em uma mesma edição. Se antes elas subiram ao pódio sete vezes, em Tóquio 2020 são pelo menos oito — e ainda há chance que o número aumente.

O melhor resultado anterior foi conquistado em Pequim 2008. Na ocasião, foram dois ouros (vôlei e Maurren Maggi no salto em distância), uma prata (futebol feminino) e quatro bronzes (revezamento 4x100m do atletismo, Natália Falavigna no taekwondo até 67 quilos, Isabel Swan/Fernanda Oliveira na vela classe 470 e Ketleyn Quadros no judô até 57 quilos).

Além de Ana Marcela, conquistaram medalha em Tóquio 2020 a ginasta Rebeca Andrade (ouro no salto sobre a mesa e prata no individual geral), as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze (ouro na classe 49er FX), a skatista Rayssa Leal (prata no street), as tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani (bronze na modalidade em dupla) e a judoca Mayra Aguiar (bronze na categoria até 78 quilos). Beatriz Ferreira, por sua vez, está na semifinal do boxe até 60 quilos e já tem o pódio garantido, mas ainda vai batalha pela cor — para ter chance de prata ou ouro, primeiro tem de enfrentar a finlandesa Mira Marjut Johanna Potknonen na quinta-feira (5), às 2h15min pelo horário de Brasília.

Em comparação com os homens, o recorde deles é de 14 medalhas em uma mesma edição. A marca foi obtida no Rio 2016, com cinco ouros (vôlei, futebol, Thiago Braz no salto com vara, Robson Conceição no boxe, Bruno Schmidt/Alison Cerutti no vôlei de praia) e cinco pratas (Erlon Souza/Isaquias Queiroz na canoagem C2 1.000 metros, Isaquias Queiroz na canoagem C1 1.000 metros, Arthur Zanetti nas argolas da ginástica artística, Diego Hipólito no solo da ginástica artística e Felipe Wu em tiro esportivo). Outros quatro bronzes foram distribuídos (Isaquias Queiroz na canoagem C1 200m, Arthur Nory no solo masculino da ginástica artística, Rafael Silva no judô até 100 quilos, Maicon Andrade no taekwondo até 80 quilos).

Outros possíveis pódios para o Brasil

Ainda que o recorde já tenha sido quebrado, há vias para que mais brasileiras subam ao pódio em Tóquio, uma vez que as competições acontecem até o domingo, dia 8 de agosto. Este é o caso do vôlei feminino, cuja seleção disputa nas quartas de final contra o Comitê Olímpico Russo, às 9h30min.

Até agora, o Brasil teve um ótimo desempenho: com 100% de aproveitamento, terminou as classificatórias em primeiro lugar no Grupo A, sendo seguido por Sérvia, Coreia do Sul e República Dominicana. Além disso, Erica Sena compete por um lugar no pódio na marcha atlética de 20 quilômetros na sexta-feira, às 4h30min.

Por fim, enquanto Rebeca Andrade virou estrela na ginástica artística, as competições de ginástica rítmica sequer começaram. O Brasil disputa em grupos e deve ser o terceiro a se apresentar na primeira rotação da modalidade, que ocorre na sexta-feira, às 22h. As cinco atletas que compõem o time são Beatriz Linhares, Déborah Medrado, Duda Arakaki, Geovanna Santos e Nicole Pircio.

Apesar da participação brasileira em  Jogos Olímpicos ter se iniciado na Antuérpia 1920, somente na edição de Londres 1932 uma mulher disputou — a única em uma delegação de 45 homens. Pioneira, Maria Lenk não marcou somente a história do esporte no Brasil, como foi a primeira sul-americana a participar da competição.

Em Tóquio 1964, Aída dos Santos também estava sozinha e, mesmo sem conseguir entender as orientações em japonês e inglês, competiu no salto em altura e ficou em quarto lugar. Mais de meio século depois, de um total 303 atletas principais convocados para Tóquio 2020, 143 são mulheres — sem contar as nove substitutas.

As primeiras premiações olímpicas brasileiras femininas só vieram em Atlanta 1996, quando as atletas da delegação subiram ao pódio quatro vezes. De lá para cá, as mulheres conquistaram nove ouros, nove pratas e 16 bronzes, um total de 34 medalhas — 35 se levar em consideração o iminente pódio no boxe. Enquanto isso, os homens têm 21 ouros, 27 pratas e 47 bronzes, totalizando 95 medalhas.

Fonte: GZH

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