Ao menos oito pessoas morreram e 31 ficaram feridas neste sábado, 21, em um ataque com foguetes no centro de Cabul, perto da chamada Área Verde, onde se encontram as embaixadas e empresas internacionais. Fontes do governo atribuíram o ataque aos talibãs.

“Nesta manhã, até as 8h40min, os terroristas dispararam 23 foguetes contra a cidade de Cabul. As informações preliminares apontam que oito pessoas morreram e outras 31 ficaram feridas”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Tariq Arian.

O porta-voz da polícia de Cabul, Ferdaws Faramarz, confirmou o número de mortos e que se tratava de um ataque com foguetes. O grupo jihadista islâmico Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

Com “28 foguetes Katiusha”, os “soldados do califado tomaram como alvo a Área Verde […] onde está o edifício da presidência afegã, as embaixadas dos Estados Cruzados e a sede das forças [de segurança] afegãs”, disse o comunicado, publicado nas contas da organização jihadista no aplicativo de mensagens Telegram.

A embaixada do Irã em Cabul anunciou no Twitter que sua principal sede na cidade sofreu danos nas explosões, mas que nenhum de seus funcionários ficou ferido. Pelas redes sociais, circulavam fotos do que pareciam ser os impactos dos projéteis nas paredes de um centro médico.

As explosões ocorreram em áreas muito densamente povoadas da capital afegã, a maioria próxima à Área Verde, um bairro praticamente fortificado onde se encontram as sedes diplomáticas, as sedes das grandes empresas e as residências de diplomatas e expatriados.

O encarregado de negócios dos EUA em Cabul, Ross Wilson, condenou o ataque em sua conta do Twitter. “Estados Unidos continuará trabalhando com seus sócios afegãos para evitar esse tipo de ataque”, disse. Antes desses ataques, o ministério afegão do Interior informou que houve duas pequenas explosões com “bomba de lapa” na manhã deste sábado, uma delas matou um policial e feriu outros três.

Os ataques ocorreram antes dos encontros previstos hoje em Doha, capital do Catar, entre o secretário de Estado americano Mike Pompeo, os negociadores do governo afegão e os talibãs, os quais verá separadamente.

Há meses, o Afeganistão enfrenta uma onda de violência. Os talibã se comprometeram a não atacar áreas urbanas, em virtude de um acordo que prevê a retirada das tropas americanas, mas as autoridades de Cabul acusaram os insurgentes ou seus apoiadores de ataques recentes na capital.

Nesta semana, o ministério da Defesa dos EUA anunciou a retirada de 2.000 soldados do Afeganistão. No acordo assinado em fevereiro em Doha por Washington e os talibãs, está previsto que as tropas americanas estejam fora do Afeganistão até meados de 2021.

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