Foto: Michele Spatari / AFP

A partir da identificação da nova variante do coronavírus, a B.1.1.529, Anvisa emitiu nesta sexta-feira, 26, uma nota técnica recomendando a implementação de medidas restritivas para entrada de viajantes procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. De acordo com o órgão, a medida teria caráter temporário, a exemplo do que países da Europa já estão fazendo.

Na nota, a Anvisa sustenta que é competência dela assessorar decisões interministeriais sobre eventuais restrições para ingresso no território brasileiro. “A efetivação das medidas, contudo, depende de portaria interministerial editada conjuntamente pela Casa Civil, pelo Ministério da Saúde, pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz a entidade.

Localizada pela primeira vez na África do Sul, a B.1.1.529 é tida por cientistas e pesquisadores como uma variante muito contagiosa e com diversas mutações. Poucos dias depois da infecção registrada em solo africano, já há casos na Bélgica e em Israel. “A variante descoberta nos Estados do sul da África foi identificada em Israel. Trata-se de uma pessoa que veio de Malauí”, informou o Ministério da Saúde israelense.

A Europa, que já vinha enfrentando um alto número de contágios na Alemanha, Rússia e Áustria, decidiu se fechar. O primeiro país a fazer esta blindagem foi o Reino Unido, que hoje confirmou a proibição da entrada de pessoas procedentes desses seis países da África.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou no Twitter que vai propor “ativar o freio emergencial para interromper os voos procedentes da região do Sul da África” durante uma reunião prevista para as próximas horas. “A situação está evoluindo muito rápido. Queremos ter as máximas garantias para frear a expansão desta variante”, disse um porta-voz do órgão. Porém, vários países, como Alemanha, França e Itália, não esperaram a determinação de Bruxelas e já anunciaram restrições.

Entendendo a variante 

O laboratório alemão BioNTech, sócio da Pfizer, espera ter em até duas semanas os primeiros resultados dos estudos que determinarão se a nova variante é capaz de escapar da proteção da vacina.

Fonte: Correio do Povo

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