Lourdinha, o Amendoim já foi vacinado, carimbado, selado e ganhou uma coleirinha bonita. E já está ambientado na casa da Edileuza e do Juraci Bandeira. Ele está uma graça e mia dengoso a cada vez que a gente se aproxima dele. É uma figurinha! O nome do gato deles que faleceu em dezembro era Naninho.

Falar no Amendoim, Lourdinha, estou com saudades de minha Clarinha. Ela também é dengosa. Só não vou fazer como o poeta Charles Bukowski que, quando se deu conta, estava com nove gatos & gatas em casa. Mamma mia!

Creio que não desejo mais gatos, mas se o destino me empurrar mais alguns vou batizar eles de nomes literários. Homero, Virgílio, Dante, Wamosy, Buk, Hank (em homenagem ao Bukowski), Emily (Dickson), Clarice (Lispector), Florbela (em homenagem a Florbela Espanca), Frida (em homenagem a Frida Kahlo), Bandini (em homenagem ao John Fante), Bel (em homenagem ao Belchior) e Doginho… opa, já ultrapassei a quantidade de gatos do Bukowski. E ainda tem a Clarinha.

Mas poderei aumentar a lista: Poe (em homenagem ao escritor louco norte-americano Egdar Allan Poe), Mimi é tradicional, mas é bonitinho.

No livro “Sobre gatos”, o Bukowski cita o nome de seus gatos, mas não tenho o livro aqui & agora (hic et nunc) e não me lembro de cor, sabe.

Já que não posso mais criar cães, vou criar só gatos, Lourdinha. Mas tenho saudade de meu cachorro Joli, Lourdinha. Saudades também do Banddy, amada.

Ah, Lourdinha, lembro do teu gato Charuto. Parece que ainda ouço tu chamares por ele na hora da comida, na hora do almoço: “Moço, moço, moço, moço… é hora do almoço, minha mãe em chama, minha vó reclama, é hora do almoço”. Tu chamavas o gato: “Charutinho”! E ele vinha mesmo, manso e ordeiro. Maravilha.

O Belchior tem numa música falando em cachorro: “Populus”. Não sei se era dele ou do sogro dele, sabe. A música diz o seguinte: “Populus, Populus, meu cão, o escravo indiferente, que trabalha e por presente tem migalhas pelo chão”. Pode ser que ele estivesse falando em linguagem figurada, pois “Populus” em Latim que dizer “Povo”. Mas vou tirar isso a limpo, sabe amore.

Ah, se a conta ou número de gatos aumentarem lá em casa, vou batizar um também de Populus, sabe.

O Zeca tinha um mundaréu de gatos e um cachorro. O cachorro eu não esqueço, era o Joli. Depois veio o Roldão. Como os gatos eram um mundaréu, nem nomes tinham.

Os cachorros da Edileuza e do Juraci são: Lessy e Tupã.

O cachorro do Data era o Bolt, em homenagem àquele corredor.

O cachorro da Nilma é o Boby.

O escritor de histórias em quadrinho, Neil Gaiman, tinha um cachorro chamado Cabal (branco e grandão). O escritor Tennessee William tinha um gato chamado Sabbah. O escritor Kurt Vonnegut tinha o cachorro Pumpkin. O mega escritor Ernest Hemingway tinha vários cães & gatos, entre eles a gata Branca de Neve: ela era toda preta com manchas brancas na cara.

O cachorro da escritora Clarice Lispector se chamava Ulisses (em homenagem ao personagem de Homero, sabe). Gostei do nome. A autora da saga Harry Potter, J. K. Rowling, tinha o cachorro Sapphire. Virgínia Woolf tinha a cachorra Pinka. Stephen King tinha o cachorro Marlowe. O grandioso William S. Borroughs tinha um lindo gato chamado Ginger.

E me lembro agora, Lourdinha, daquela música do Luiz Gonzaga “Samarica Parteira”, onde ele cita o nome dos cachorros de ricos e de pobres, numa belíssima dualidade, sabe. Ele diz: “Cachorro de rico tem nome bonito: é Rex, Whiski”. Já cachorro de pobre se chama “Cruvina, Ximbica”. Uma maravilha!

É a vida, com nossos cães & gatos, Lourdinha!

Dogival Duarte, escritor e poeta

 

 

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